Síndrome Bi – Dor nas Articulações

 

dores-articulares-dr-daniel-benitti-cirurgiao-vascular-sao-paulo-campinasBi significa obstrução da circulação de Qi e Xue causado pela debilidade de Qi defensivo. Caracterizado pela invasão de frio, vento e umidade nos canais e colaterais quando a pessoa sua ao receber vento ou se senta e dorme em lugares úmidos ou anda e trabalha em lugar com muita água. A síndrome Bi pode se dividir em diversos tipos, tais como Bi migratório onde o vento é predominante, Bi doloroso onde o frio é predominante, Bi fixo onde a umidade é predominante e Bi febril onde o vento, frio e umidade se convertem em calor.

Diferenciação

O sintoma principal da síndrome Bi são as artralgias acompanhadas de dor e edema de alguns músculos. Em casos crônicos, aparece contratura das extremidades, e inclui inflamação ou deformação das articulações.

  • Bi migratório: Este tipo se caracteriza por dor migratória nas articulações de extremidades, com limitação de movimentos, a dor não é fixa, aversão ao frio, febre, língua com saburra fina e pegajosa, pulso superficial e rápido.
  • Bi doloroso: Artralgia que se alivia com o calor moderado e se agrava com o frio, sem inflamação local, língua com saburra branca e fina, pulso profundo e de corda.
  • Bi fixo: Inchaço da pele e músculos, sensação de peso no corpo e nas extremidades, artralgia com dor fixa, com ataques provocados quando o tempo está chuvoso e nublado, língua com saburra branca e pegajosa, pulso profundo e lento.
  • Bi febril: Artralgia onde não aguenta palpação, com inflamação local em uma ou várias articulações. Os sintomas secundários são febre e sede, língua com saburra amarela, pulso escorregadio e rápido.

Acupuncture

Tratamento

Podemos usar pontos locais dos canais yang de acordo com o local afetado, combinando com os pontos distais para eliminar o vento, frio e a umidade. Em Bi migratórios é tratado principalmente com Acupuntura, em Bi doloroso com moxabustão e Acupuntura. Para a dor grave, usamos agulhas ou moxabustão indireta com gengibre. Em Bi fixo podemos usar Acupuntura e moxabustão e a agulha térmica (quente) também é indicado. Para a Bi febril podemos usar Acupuntura com o método dispersante.

Exemplo de pontos que podem ser usados

  • Dor na articulação do ombro: Jianyu (IG 15), Jianliao (SJ 14), Jianzhen (ID 9), Naoshu (ID 10).
  • Dor na escápula: Tianzong (ID 11), Bingfeng (ID 12), Jianwaishu (ID 14), Gaohuangshu (B 43).
  • Dor no cotovelo: Quchi (IG 11), Chize (P 5), Tianjing (SJ 10), Waiguan (SJ 5), Hegu (IG 4).
  • Dor no punho: Yangchi (SJ 4), Yangxi (IG 5), Yanggu (ID 5), Waiguan (SJ 5).
  • Inchaço e dor nos dedos: Houxi (ID 3), Sanjian (IG 3), Baxie (Extra).
  • Dor na articulação do quadril: Huantiao (VB 30), Yinmen (B 37), Juliao do fêmur (VB 29).
  • Dor na articulação dos joelhos: Liangqiu (E 34), Dubi (E 35), Xiyan médio (extra), Yanglingquan (VB 34), Xiyangguan (VB 33), Yinlingquan (BP 9).
  • Inchaço e dor nas pernas: Chengshan (B 57), Feiyang (B 58).
  • Dor na região dos maléolos: Jiexi (E 41), Shangqiu (BP 5), Qiuxu (VB 40), Kunlun (B 60), Taixi (R 3).
  • Inchaço e dor nos dedos dos pés: Gongsun (BP 4), Shugu (B 65), Bafeng (Extra).
  • Dor na região lombar: Yaoyangguan (DU 3)
  • Dor generalizada: Houxi (ID 3), Shenmai (B 62), Dabao (BP 21), Geshu (B 17).

De acordo com os sinais e sintomas podemos acrescentar o Dazhui (DU 14) para Febre e o Dashu (B 11) para deformações nas articulações.

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É necessário selecionar os pontos locais de acordo com o trajeto dos canais para relaxar os tendões, remover a obstrução dos canais e colaterais, regular a circulação de Qi e Xue e eliminar os fatores patógenos.

Nota: Podemos ver a síndrome Bi na febre reumática, artrite reumatoide e reumática e gota.

Acupuntura é usada como anestesia em cirurgias no Brasil

Em 2009 o Jornal Folha de São Paulo Saúde publicou uma nota sobre o uso da Acupuntura como Anestesia na Cirurgias no Brasil, passando por opiniões de diversos médicos que são a favor e contra.acupuntura-pontos-marcus-yu-bin-pai

 


São Paulo, quarta-feira, 21 de outubro de 2009
ACUPUNTURA É USADA COMO ANESTESIA EM CIRURGIAS NO BRASIL

Procedimento foi difundido na década de 70, mas ainda há poucos estudos internacionais comprovando sua eficácia.
Agulhas são posicionadas em locais específicos e são eletroestimuladas; cérebro recebe a mensagem e libera os analgésicos naturais.

FERNANDA BASSETTE
DA REPORTAGEM LOCAL

Médicos brasileiros estão adotando a acupuntura para substituir a anestesia em algumas cirurgias, como as de hérnia inguinal (caroço perto da virilha), nódulos na tireoide e partos cesarianos e normais.

Ao contrário da anestesia tradicional (em que o paciente chega a perder temporariamente todos os sentidos), a analgesia com acupuntura tira a dor, mas mantém os outros sentidos ativos (como movimentos, pressão e calor). A técnica é usada desde a década de 70, quando foram publicados os primeiros estudos chineses. Desde então, nenhum grande centro teve resultados publicados em revistas científicas internacionais.

A primeira cirurgia do gênero foi feita no país em 1978, no Hospital de Clínicas Pedro 2º (ligado à Universidade Federal de Pernambuco), pelo acupunturista Gustavo Sá Carneiro. Carneiro reúne mais de cem casos, ele diz que teve de recorrer à analgesia tradicional em dois deles. Os primeiros resultados foram publicados na revista “Senecta”, em 1982. “Faço cirurgias com acupuntura até hoje, mas ainda enfrento resistência porque a técnica é desconhecida”, diz Carneiro.

Médicos do Hospital de Base de São José do Rio Preto também estão adotando a técnica desde 2002 e reúnem mais de 30 casos. Os resultados ainda não foram publicados. “A técnica não substitui nenhuma outra, mas é mais uma opção”, diz a anestesista e acupunturista Ana Patrícia Moreira Lima.

Antes da cirurgia, o paciente é preparado para se acostumar ao ambiente cirúrgico e costuma passar por sessões de acupuntura em ambulatório.

A cirurgia é um pouco mais demorada do que a convencional, as agulhas levam cerca de 30 minutos para começar a fazer efeito anestésico, mas a recuperação é mais rápida, com menos uso de drogas.

Durante o procedimento, as agulhas são colocadas em áreas como punhos, mãos, tornozelos e perto de onde será feita a incisão. Em seguida, são conectadas a um eletroestimulador. “Essa estimulação manda uma mensagem ao cérebro, que passa a produzir os opioides endógenos [analgésicos naturais]. Assim, o paciente não sente mais dor”, afirma Lima.

O acupunturista Hong Jin Pai, presidente do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo e médico do Centro de Acupuntura do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que não utiliza o método porque ele não é totalmente eficaz. Ele afirma que, em cirurgias de cabeça e pescoço, a taxa de sucesso é de cerca de 75%, e nas abdominais, de 50%. Os outros pacientes recebem anestesia porque não suportam a dor.

Para o cardiologista e acupunturista Evaldo Martins Leite, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, a técnica é vantajosa mesmo nos casos em que é necessário aplicar anestesia, pois o paciente receberá menos drogas por estar parcialmente anestesiado.

“O fato de diminuir a quantidade de anestésico é um ponto positivo. Mas a técnica enfrenta resistência dos próprios acupunturistas”, afirma.

Jin Pai também diz que o tempo de preparo do paciente limita o uso da técnica e que a acupuntura como anestesia só deveria ser recomendada para pacientes alérgicos. “Seria a última alternativa”, afirma.

O anestesista Carlos Eduardo Lopes Nunes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, diz que a entidade não contraindica a acupuntura como anestesia cirúrgica, mas também não a ensina como método regular.

Segundo Nunes, a sociedade reconhece a aplicação da acupuntura como tratamento da dor crônica. Para o uso em cirurgias, entretanto, ele faz uma ressalva: diz que o procedimento deve ser feito exclusivamente por médicos anestesistas acupunturistas.
“Se o profissional tiver formação clássica e dominar a acupuntura, tudo bem, pois ele poderá mudar a técnica anestésica se for necessário.”


E hoje, 10 anos depois, o que você acha que a classe pensa sobre o assunto?

Auriculoterapia

 

auriculo

Demoramos de falar nesse assunto e nem tinha notado, até uma leitora que acompanha nossas matérias pedir que falássemos algo sobre a auriculoterapia ou terapia auricular, irei dedicar mais uma matéria ou duas sobre o assunto, já falamos sobre um artigo, iremos falar sobre outros.
Devido a facilidade e certa simplicidade em usar a técnica de acupuntura auricular, tem gerado um grande número de adeptos na área, seja tratando apenas com sementes ou sementes e agulhas, enfim, muitas pessoas estão sendo surpreendidas com essa técnica chinesa maravilhosa (mesmo que sintomático).

Terapia Auricular

A Auriculoterapia é uma variante da Acupuntura, na qual puncionamos pontos na orelha para a prevenção e tratamento de enfermidades. Existem registro destes pontos no livro Neijing e em outros documentos médicos das dinastias subsequentes. Este método foi usado pelo povo chinês durante muitos anos. Depois da Libertação, os médicos chineses haviam herdado e desenvolvido sua medicina tradicional e investigado os avanços científicos do exterior afim de conquistar uma compreensão final sobre a auriculopuntura. Hoje este método está dando grande resultados graças a prática e a sua sintetização.

Relações entre a orelha e os canais, colaterais e órgãos zangfu

A medicina tradicional chinesa considera que a orelha não é um órgão isolado, mas sim um órgão que tem intima relação com os canais, colaterais e órgãos zangfu. O Neijing diz que o qi e xue dos doze canais e seus 365 colaterais ascendem pela face e para o cérebro e suas ramificações chegam até a orelha mantendo assim a função auditiva normal. Assim foi estabelecido a relação entre a orelha e os canais e colaterais. Os seis canais yang entram ou chegam ao redor da orelha, por exemplo, o Canal do Intestino Delgado Taiyang da Mão, o Canal do Intestino Grosso Yangming da Mão, o Canal do Sanjiao Shaoyang da Mão e o Canal da Vesícula Biliar Shaoyang do Pé entram no ouvido, porém o Canal do Estômago Yangming do Pé e o Canal da Bexiga Taiyang do Pé passam pela região periauricular. Os seis canais yin conectam indiretamente com a orelha por meios das ramificações dos 12 canais. Dos canais extraordinários, o Canal Yangqiao e o Canal Yinqiao se reúnem atrás da orelha e o Canal Yangwei passa acima da orelha. Por tanto, o Neijing diz que a orelha é o lugar onde convergem os canais e colaterais.

Auriculo 2

Nos documentos médicos antigos também se encontram várias notas sobre a relação entre o ouvido e os órgãos zangfu. Por exemplo, no Neijing fala que o qi do Rim está em relação com o ouvido. Somente quando o qi do Rim é suficiente, a função auditiva é normal, quando o jing (essência) do rim e a medula do cérebro são deficientes, dão origem tontura, tinnitus (zumbido), etc. A partir disso entendemos que o ouvido está relacionado também com os órgãos zangfu fisiopatológicamente.

Em condições normais, a função fisiológica de várias partes do corpo se mantem em uma posição de equilíbrio e de coordenação relativa. Quando se perdem o equilíbrio e a coordenação, ocorrendo a obstrução dos canais, começam a apresentar algumas reações nas zonas correspondentes da orelha. Clinicamente, quando alguma parte do corpo sofre um transtorno, podemos curar com a auriculopuntura em certos pontos, correspondentes para promover a circulação de qi e xue, nos canais e colaterais e regular a função dos órgãos zangfu.

Nomeclatura anatômica da superfície auricular

A orelha está composta por uma lâmina fibrocartilaginosa, os tecidos conjuntivos ricamente inervados. Os nervos principais são: nervo auricular maior e nervo occipital menor provenientes da segunda e terceira vértebra cervical, a ramificação auriculotemporal do nervo trigêmeo, a ramificação aurículo-posterior do nervo facial e a ramificação dos nervos vagos e glossofaríngeo.

Nomenclatura anatômica (Fig 1)

Orelha

 

  1. Hélice
    Parte que é uma proeminência semicircular que forma a borda superior
  2. Cruz da hélice
    Extremo inferior anterior da hélice, uma proeminência horizontal
  3. Tubérculo auricular ou Tubérculo de Darwin
    Eminência pequena na parte posterior superior da hélice
  4. Raiz ou cauda da hélice
    O extremo inferior da hélice, na união da hélice com o lóbulo da orelha
  5. Anti-hélice
    Eminência de cartilagem curvilínea proeminente da orelha, que fica no espaço que separa a hélice da fossa auricular e se bifurca em ramos inferior e superior.
  6. Fossa triangular
    Depressão entre os ramos inferior e superior da anti-hélice
  7. Fossa escafóide
    Uma depressão entre a hélice e a anti-hélice
  8. Trago ou tragus
    Eminência cartilaginosa curva e proeminente a frente  do orifício do conduto auditivo externo
  9. Incisura anterior do trago (supratrago)
    Depressão formada pela hélice e a borda superior do trago
  10. Antitrago
    Uma pequena proeminência oposta ao trago e inferior a anti-hélice
  11. Incisura inter-tragiana
    Depressão formada pelo trago e anti-trago
  12. Fossa do anti-trago
    Depressão entre o anti-trago e anti-hélice
  13. Lóbulo da orelha
    Porção muscular inferior da orelha (onde não há cartilagem)
  14. Concha cimba ou cymba
    Porção superior da concha da orelha acima da cruz da hélice
  15. Concha cava
    Porção inferior da concha da orelha, inferior a cruz da hélice
  16. Orifício do conduto auditivo externo
    Saída da concha cava que é coberta pelo trago (não coloquei na imagem)

Pontos da auriculopuntura

Os pontos auriculares são pontos específicos para tratar enfermidades por meio de sua estimulação. Quando algum dos zang-fu ou alguma parte do corpo sugere um transtorno, as parte correspondentes da orelha aparecem reações como dor, mudanças morfológicas e de cor, variações da resistência elétrica. Podemos ter esses fenômenos como referência no diagnóstico e aplicar o estímulo nestes pontos sensíveis para a prevenção e tratamento da enfermidade. Estes pontos sensíveis denominamos pontos dolorosos a pressão, pontos de maior condutividade ou pontos sensíveis.

As diferentes regiões do corpo encontramos em certas áreas da orelha. Geralmente o lóbulo corresponde a cabeça e a bochecha, a fossa escafoide corresponde as extremidades superiores, a anti-hélice e suas ramificações superior e inferior as extremidades inferiores e ao tronco, a concha cimba e a concha cava corresponde as vísceras. Demonstrado na figura 2.

 

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Figura 2

Nota

A auriculoterapia possui várias escolas, embora todas partindo da chinesa, algumas escolas mudaram alguns pontos ou acrescentaram outros. Assim pode ser que você ache outros mapas auriculares com pontos em locais diferentes e com diversos pontos com nomes de doenças ou com partes bastante específicas do corpo nas partes que estão em branco na escola chinesa.

Vale lembrar também que os métodos de diagnóstico e tratamento da auriculoterapia pode diferenciar e muito (o que justifica a busca por outros pontos). Por exemplo, se usamos a auriculoterapia baseado nas teorias chinesas (no tripé Yin-Yang / Zang-fu / cinco movimentos ou elementos) o diagnóstico e tratamento é muito mais profundo e não necessitando de uso de tantos pontos, o que é bom para o paciente e para o acupunturista, já no caso mais disseminado nos cursos hoje são por pontos e patologias gerais e locais, sendo assim precisa-se de mais pontos para tratar os locais específicos. Assim conseguimos saber quem trata mais holisticamente, ou seja no todo a nível sistêmico, e quem é mais material, local ou sintomático.

Cogestão, inchaço e dor nos olhos – Acupuntura

A conjuntivite alérgica é, na realidade, um grupo de doenças que afetam a superfície ocular e está associada a reações de hipersensibilidade. Dois distúrbios agudos existem, assim como 3 crônicos.

Conjuntivite

Olá, antes de mais nada eu quero lembra-los como nos primeiros posts sobre Patologias com tratamento por Acupuntura, que essa é uma base de tratamento para essas patologias, você que usa a técnica não vai sair aplicando em todo mundo o mesmo procedimento, aqui é uma base do que acontece quando ocorre certo tipo de patologia, fique atento para outros sinais e até sintomas que o paciente venha manifestar, dessa forma você poderá mudar a forma de tratar, os pontos e até o nascimento da patologia pode vir de outra fonte, lembremos de focar na causa. Estou falando sobre isso pois percebi que grande parte dos acessos se dá na parte de patologia.

Segundo Ono et al (2005) e outros, a conjuntivite alérgica é, na realidade, um grupo de doenças que afetam a superfície ocular e está geralmente associada a reações de hipersensibilidade tipo 1. Dois distúrbios agudos, conjuntivite alérgica sazonal e conjuntivite alérgica perene, existem, assim como 3 doenças crônicas, ceratoconjuntivite vernal, ceratoconjuntivite atópica e conjuntivite papilar gigante. A inflamação da superfície ocular (geralmente induzida por mastócitos) resulta em coceira, lacrimejamento, edema e vermelhidão conjuntival e fotofobia durante a fase aguda e pode levar a uma resposta clássica de fase tardia (com eosinofilia e neutrofilia associadas) em um subgrupo de indivíduos. Como é o caso em outras doenças alérgicas, uma doença crônica também pode se desenvolver, acompanhada de remodelação dos tecidos da superfície ocular. Em casos graves, o paciente experimenta extremo desconforto e sustenta os danos na superfície ocular. Para tais casos, não existe um regime de tratamento altamente eficaz e seguro. A administração tópica de corticosteroides é usada em casos graves, mas está associada a um risco aumentado para o desenvolvimento de catarata e glaucoma. Assim, há uma busca mundial por novas formas para o tratamento dessas doenças. [1]

Eosinofilia é o aumento da concentração de eosinófilos no sangue.
Neutrofilia é quando a quantidade de neutrófilos está alta no sangue
Mastócito é uma célula do tecido conjuntivo, originado de células hematopoiéticas situadas na medula óssea. Contém uma grande quantidade de grânulos cheios de histamina (substância envolvida nos processos de reações alérgicas) e heparina (uma substância anticoagulante).

Conjuntivite 2

MEDICINA CHINESA

Etiologia

  • Fatores que causam geralmente são:
    • Invasão de vento-calor exógenos.
    • Acensão súbida do fogo do Fígado e da Vesícula Biliar

Diferenciação

Congestão, inchaço, dor e sensação de ardor nos olhos, fotofobia, lacrimejamento e secreção viscosa.
Também pode ocorrer sintomas como sintomas de cefaleia, febre, pulso superficial e rápido, causados pela invasão de vento-calor exógeno. Sintomas como: sabor amargo na boca, irritabilidade, sensação de calor, constipação, pulso em corda, são causados pelo distúrbio de fogo súbito do Fígado e da Vesícula Biliar.

Tratamento

Geralmente escolhemos pontos distais e locais para dispersar o vento-calor, com Acupuntura em método dispersante, eliminando o fator exógeno.

Exemplo de pontos: Hegu (IG 4), Jingming (B 1), Fengchi (VB 20), Taiyang (Extra), Xingjian (F 2).
Pontos secundários:  Distúrbio de fogo do Fígado e da Vesícula Biliar – Taichong (F 3), Guangming (VB 37).

Hegu e Fengchi podem dispersar o vento-calor, Jingming é um ponto onde se reunem os canais do Estômago e da Vesícula Biliar e pode eliminar o calor da região afetada. Xingjian é ponto ying-manancial do canal do Fígado, pode reduzir o calor do Fígado. Sangria no ponto Taiyang com a finalidade de aumentar o efeito da diminuição do calor. Como o Fígado tem como saída os olhos, usamos o ponto Taichong que é um ponto yuan (fonte) do canal do Fígado. Entre o Fígado e a Vesícula Biliar existe uma relação externa-interna, por esse motivo o ponto Guangming, que é ponto Luo (conexão) do canal da Vesícula Biliar, é usado para reduzir o fogo do Fígado e da Vesícula Biliar.

Conjuntivite 4

Auriculoterapia

Pontos: Fígado, olho, ápice da orelha.

Fazer o tratamento diariamente, deixar as agulhas por 20 minutos, puncionar o ápice da orelha e deixar sair de 2-3 gotas de sangue. O tratamento é diário por 3 ou 5 sessões, o que se considera um conjunto de sessões, casos mais graves podem exigir maiores conjuntos.

Nota:
Para a Medicina Chinesa esta enfermidade corresponde também a conjuntivite aguda.

1 – Ono, Santa Jeremy, and Mark B. Abelson. “Allergic conjunctivitis: update on pathophysiology and prospects for future treatment.” Journal of Allergy and Clinical Immunology115.1 (2005): 118-122.